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Deus e a nossa prece

08/04/99
"A forma não é nada, o pensamento é tudo."

"Se eu quiser falar com Deus, tenho que abaixar a voz" já dizia a canção. Mas independentemente da forma a prece é a mais pura expressão de amor da criatura para com o Criador. Exigir que Deus requeira um modelo, um padrão de prece, seria tentar reduzir Deus a pequenez humana.
Nós temos na oração dominical, o Pai-Nosso, o modelo mais perfeito de concisão, devido a sua simplicidade e a forma com que resume todos os deveres do homem para com Deus, para consigo mesmo e para com o próximo.
A oração deve partir do coração, do sentimento, do amor. A forma é algo para a nossa natureza e a maneira de expressar cada um tem a sua.
A prece de todos os cultos à Deus são boas quando ditas de coração.
Mas já que nós como seres humanos precisamos nos ater a forma, acho que uma prece bem dita, bem inteligível, e dita em uma língua que a pessoa que ora entenda atinge mais fácil o coração.
Certos cultos passam por uma renovação, e essa renovação vem do ato de orar. As orações são feitas num clima de alegria, de sinceridade, de confraternização com o próximo.
Eu costumo evitar atitudes mais agressivas como gritar, pular ou rolar no chão, quando estou orando. Acho que eu não conseguiria me concentrar em situações desse tipo.
"Orai e vigiai" já dizia Jesus, mas temos que nos vigiar também em relação a oração, para não usá-la como um chuveiro.
Saber o que pedir também faz parte do saber orar, mas fazer por onde merecer deve vir antes.

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